Malucos de Estrada

Os Artesãos da Praça Sete


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Artesão Rafael Lage relata luta pelo reconhecimento dos Malucos de Estrada

Popularmente conhecidos como hippies, os artesãos da Praça Sete lutam não só pelo direito de comercializar seus produtos no local, mas também por uma identidade cultural própria. É o que relata o artesão, fotógrafo e blogueiro Rafael Lage, que atua na luta por este reconhecimento. “Não trabalhamos com a ideia do hippie, mas com a reconfiguração que o movimento hippie teve no Brasil ao se mesclar com as culturas brasileiras”, explica.

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Para artesão mexicano, repressão no Brasil contradiz a alegria de brasileiros

O mexicano Mário González, de 28 anos, está há cinco meses no Brasil e há quatro em Belo Horizonte. Antes de chegar à capital mineira, o artesão visitou e expôs seu trabalho em diversas cidades brasileiras, dentre elas Rio de Janeiro e Brasília. González disse ter encontrado também nessas cidades uma forte repressão por parte das autoridades, o que incomodou e por vezes impediu seu trabalho.“Encontrei uma fiscalização muito pesada principalmente nas rodoviárias. Mas aqui em Belo Horizonte a situação é pior”, afirma.

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Documentário

Uma das soluções encontradas pelos artesãos da Praça Sete para rebater as críticas da imprensa e da prefeitura de Belo Horizonte, foi registrar, em vídeo, as apreensões da fiscalização municipal, e até mesmo filmar e documentar os trabalhos de reportagem feitos em seu espaço de convivência. O documentário “A criminalização do artista” utiliza esses registros audiovisuais para tentar mostrar um outro ponto de vista. De acordo com o autor, Rafael Lage, essa é uma das formas encontradas de “utilizar a mídia para divulgar a luta dos artesãos contra a repressão do poder público”.

Assista:

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O caminho até às ruas

Sair de casa por vontade própria requer muita força de vontade. Esse foi um dos relatos mais ouvidos em nossas conversas. Diversas vezes, vários artesãos relataram que decidiram sair de casa pelo fato de poderem desfrutar da liberdade, de viver da forma como bem entendessem. “Essa liberdade não tem preço, e não é todo mundo que pode entender. Precisa nascer pra isso!”, disse Rodrigo Leão, 29 anos, que diz ter deixado a casa dos pais ainda novo, no interior de Minas, em Santa Bárbara.

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Sobrevivência financeira é o maior desafio

Viver na rua traz desafios. Não é só o preconceito e a marginalização que afligem os artesãos de rua, conseguir dinheiro para sobreviver é, na maioria das vezes, a maior dificuldade. “Não é fácil depender do humor dos outros”, desabafa Rodrigo Leão, 29 anos, que foi bem aberto em relação a sua vida financeira. O artesão conta que ganha apenas o suficiente para se alimentar, e segue uma rotina rígida: “Às vezes, não como de manhã para almoçar melhor. Estou acostumado”.

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Saída de casa não significa esquecer a família

Abandonar um estilo comum de vida, romper com padrões estipulados pela grande massa, dentre outros desafios fazem parte da vida de um artesão que decide produzir, vender ou mesmo morar na rua. Mas não só isso, antes de buscarem esta vida, os artesãos já fizeram parte de uma família, e buscamos então saber um pouco mais sobre esta relação com os familiares. Davi Suga, 33 anos, nos contou que logo cedo saiu de casa. A reação do pai, mãe e irmãs não foi nada boa, não aceitavam essa escolha e não tentavam entende-la. Mas o “hippie”, como ele mesmo se denomina, disse que tudo isso é passageiro, logo “papai e mamãe amoleceram o coração”, e até hoje, de tempos em tempos visita-os. “Não fico mais de 6 meses sem vê-los”, disse o hippie.

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